Durante estes últimos dias, tive várias dúvidas. Tenho pensado demasiado em assuntos do passado que têm sido capazes de sobreviver à erosão dos dias e das noites, sem que consiga perceber o como, ou até mesmo, o porquê. Senti-me insegura e com medo. Não duvidei do que sinto, nunca, mas sim do rumo que as minhas escolhas me estão a fazer seguir. Durante momentos, questionei-me sobre se teriam sido as mais acertadas, e não obtive resposta. Talvez porque me esqueci, durante esse curto período de tempo, de afinal qual é o meu objectivo. Felizmente, enquanto que há alturas em que existem palavras que nos magoam, pessoas que desaparecem, momentos que deixam de existir, há outras em que palavras, pessoas e momentos nos fazem ter uma noção mais clara da realidade. Tanto, que me apercebi, mais uma vez, que nós nunca iremos conhecer ninguém, as atitudes e o carácter das pessoas alteram-se, mas elas não mudam, apenas revelam-se. Apercebi-me também que os acontecimentos dignos de serem relembrados, duram apenas um tempo escasso mas suficiente. Percebi isso, novamente, da mesma forma que costumava fazer há uns meses, quando ainda caia pelos cantos por alguém, que agora sei que de nada serviu. Mas, desta vez, a mesma atitude de sempre, apenas me fez estar grata de ter tido a força suficiente para seguir em frente e ensinar-me, pouco a pouco, como ser feliz outra vez. Num abrir e fechar de olhos, todas as minhas dúvidas desapareceram. Agora, penso até que foram estúpidas e sem nexo. Deixei o medo que reside dentro de mim falar mais alto, quando devia ter sido capaz de o impedir. Mas não fui. Pelo menos, por algum tempo. A partir de agora, apenas quero voltar a concentrar-me em mim e em quem merece o pouco tempo que tenho disponível para partilhar. Acima de tudo, aquelas pessoas que não me viram as costas quando as coisas se tornam mais complexas.
Porque no fim do dia, os únicos que ficam são os verdadeiros.
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