terça-feira, 5 de abril de 2011
118.
Neste momento, continuo a ser anónima, a ser pessoa, a estar viva e cada vez mais mulher! Já não sou mulher de lábios encarnados mas tornei-me mulher de tacão, calças justas e olhos marcados de preto, mas menos decotes, pensando bem, muito menos decotes! Quase já não sou mulher de roupas largas e sapatilhas, só de vez em quando! Sou mulher de Português, de bebidas brancas e de engates em bares. Já não sou mulher de panaches, nem greens. Sou mulher de cento e poucos contactos, sou mulher e desejo sempre ser mulher dos meus poucos mas realmente amigos, sou mulher que ironiza, que despreza e dá tangas a quem convém, sou mulher sozinha e de só contar comigo, sou mulher do Algarve, sou mulher de sol e mar, sou mulher de Sextas e Sábados à noite, sou mulher de cinemas nos fins de tarde, sou mulher de café e fumos a acompanhar, sou mulher que deseja ter, sou mulher que tem, e caso não tenha, dá a volta e não fica a perder. Também sou mulher de familia do Alentejo, sou mulher de campo e mulher de pular às árvores. Tornei-me mulher mais recatada e tapada, mas também o Verão ainda não chegou. Sou mulher que luta, sou mulher que sabe estudar, sou mulher que erra pouco e sou mulher de jantares académicos. Sou mulher de prazer e de orgasmos nocturnos. Sou mulher diferente de todas as outras. Hoje continuo a ser mulher de tudo, mas sei que continuo a não ser mulher de nada. E que diferença isso me faz? Nenhuma! Só tenho 3objectivos de vida agora: acabar o meu curso, continuar a sair com os meus amigos e ir sempre mais longe! O resto? É SUPÉRFULO!
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